A Morte e a Donzela

A Morte e a Donzela A noite cai Luzes iluminam as avenidas far is acendem de vermelho curvas e retas tingindo as ruas como vasos que bombeiam o sangue para a periferia Do alto Bucareste parece um animal vivo Das costel

  • Title: A Morte e a Donzela
  • Author: Karina Heid
  • ISBN: null
  • Page: 379
  • Format: Kindle Edition
  • A noite cai Luzes iluminam as avenidas, far is acendem de vermelho curvas e retas, tingindo as ruas como vasos que bombeiam o sangue para a periferia Do alto Bucareste parece um animal vivo Das costelas do edif cio abandonado finjo observar a cidade, mas os olhos vagueiam pelo pr dio em meio s mans es hist ricas Ali, na cobertura contornada pela claridade, dorme um raA noite cai Luzes iluminam as avenidas, far is acendem de vermelho curvas e retas, tingindo as ruas como vasos que bombeiam o sangue para a periferia Do alto Bucareste parece um animal vivo Das costelas do edif cio abandonado finjo observar a cidade, mas os olhos vagueiam pelo pr dio em meio s mans es hist ricas Ali, na cobertura contornada pela claridade, dorme um raio de sol Por s culos voc assiste o sol nascer sem como o Olha para o c u sem se importar com a temperatura, ignora cada rosto com que cruzou, porque j viu rostos demais e para voc todos s o iguais Ent o um dia voc faz tudo como sempre fez Assiste o amanhecer, caminha indiferente ao frio ou calor, entra na sala de aula para mais um ano Nesse dia voc se depara com a luz N o mais do que isso, uma brecha entre as nuvens Um jato de cor, de olhos quentes e fei es delicadas De sorriso t mido e contempla o pelo mundo que voc ignora Voc a segue, mesmo sabendo que segui la errado Passa as noites observando da sua janela seu peito subir e descer, fascinado pela leveza daquele gesto Grato, pela primeira vez na morte, por estar ali, num futuro do qual n o deveria fazer parte, mas faz E um dia voc se v de p sobre um monte de escombros Pergunta se sobre o que est pisando, e descobre que est de p sobre suas cren as A for a que arrogantemente acreditava possuir se transforma em fragilidade A escurid o, antes a mais poderosa das metades, recua pela for a da claridade De voc sobra apenas a tristeza que mascarava de indiferen a Esque a a, Valentim, ela problema Ela principalmente humana

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